Dívida dos EUA atinge US$ 38,7 tri e ameaça economia global
Dívida recorde dos EUA de US$ 38,7 trilhões acende alerta no FMI e ameaça agronegócio de SC.
O governo dos Estados Unidos registrou uma dívida pública de US$ 38,7 trilhões no fim de fevereiro, gerando alerta imediato no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no mercado financeiro. O déficit recorde, com previsão de ultrapassar a marca de US$ 39 trilhões ainda em março, ameaça a estabilidade do dólar. A situação preocupa o Brasil, pois uma eventual crise na moeda americana impactaria as reservas nacionais e afetaria diretamente a rentabilidade do agronegócio e da indústria de exportação de Santa Catarina.
O descontrole das contas públicas da maior economia do planeta fez o FMI pedir formalmente aos EUA que reduzam seus gastos. A diretora-geral do órgão, Kristalina Georgieva, afirmou publicamente que o rombo americano é excessivo. A projeção do Fundo é que a dívida do país continue crescendo de forma acelerada, alcançando 140% de todas as riquezas produzidas pelos EUA até 2031.
Para o mercado, o principal risco é a perda de confiança global. Se governos e investidores pararem de financiar a dívida americana por medo de desvalorização, o dólar entrará em crise. Especialistas apontam que potências como China e Japão já começaram a se proteger, reduzindo a compra de títulos dos EUA e transferindo bilhões para ativos historicamente mais seguros, como o ouro.
A proporção do problema é extrema: segundo analistas, o rombo americano cresce o equivalente a toda a economia brasileira a cada ano. Para empresários e investidores catarinenses, a recomendação de especialistas ouvidos pelo programa financeiro Resenha do Dinheiro é não apostar todas as fichas em um único lugar. O cenário atual exige a diversificação de investimentos para proteger o capital das incertezas geradas pela política econômica americana.
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